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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Vida: um bem a ser preservado

                                     

A vida é o maior bem que possuímos. Ela é o reflexo e a presença do amor Deus que é a fonte, a origem primeira e o fim último de toda vida humana. Deus, em seu eterno amor pela humanidade, quer nos dar vida, a sua vida, vida plena para todos, sem distinção. Aliás, o amor de Deus por nós não tem limites. Avida que Deus Pai quer partilhar conosco é, antes de tudo, Ele próprio, o amor de Jesus e a vida no Espírito Santo.
Cristo nos revelou que a vida de cada pessoa é o santuário de Deus no tempo: "Vocês não sabem que são templos de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês? Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá, pois o templo de Deus é santo" (1Cor 3,16-17).
Da concepção no útero materno até a morte natural, a vida é o grande bem a ser preservado, defendido, assumido e amado. Por isso, todo tipo de exclusão da vida humana é irreversivelmente exclusão de Deus.
O amor a Deus e o amor ao ser humano fazem parte do projeto de Deus para  a vida. São partes constitutivas do primeiro mandamento de Deus e da Boa Nova de Jesus. A vida está no coração do projeto de Deus, de Jesus e da Igreja. Ela não tem preço. É um valor inegociável. Disto a Igreja não abre mão. Somente Deus é o dono e Senhor absoluto da vida.
Com a encarnação de Cristo, que é verdadeiro Deus e homem, a vida humana foi elevada em sua dignidade suprema. Nada justifica sua manipulação. Por isso, jamais haverá verdadeiro amor a Deus sem a defesa da vida humana.
Todo progresso, todas as conquistas, todo poder e riquezas devem estar a serviço da vida, da qualidade da vida de todos, não somente de alguns. Os documentos da Igreja ensinam que o direito da posse dos bens materiais tem seus limites e pode virar hipoteca social quando a vida está em risco.
Esta posição da Igreja gera tensões e leva muitos que a defendem à perseguição e à morte diante da mentalidade capitalista de todos os tempos, particularmente de nossos dias. É por isso que a Igreja, os Evangelhos e o Cristo incomodam tanto os interesses do mundo.
Colocarmo-nos ao lado de Deus, da Boa Nova de Jesus, na comunhão com a Igreja, tem o preço de renúncias, de incompreensões, de perseguições e de morte. O bem de cada pessoa e o bem comum situam-se acima do bem e dos interesses pessoais. Só há uma razão que justifique o possuir e o produzir: saber partilhar. O lucro se justifica quando também se torna um bem social. A maioria das tensões sociais nasce da não partilha. Esta é a verdade. Os homens e as mulheres de Deus, de modo especial os profetas, os santos e, particularmente Jesus Cristo, que  fizeram deste ensinamento a sua opção de vida, foram perseguidos e, alguns deles, mortos.
Colocar-se do lado de Cristo exige um pouco mais do que viver preceitos, como apenas ir à missa, rezar, pagar o dízimo. Exige o compromisso com o destino e a sorte de todos, particularmente dos mais pequeninos e feridos de nosso tempo. E não se trata apenas de dividir um pouco dos bens materiais que possuímos. Trata-se também de dividir um pouco de nosso tempo, de nossa formação e conhecimentos, de nossa fé e de nossa própria vida no serviço a todos, partcularmente no serviço mais necessitados.
O cristão cumpre sua missão e se salva não apenas pela fidelidade ao cumprimento dos preceitos em si, mas através do seu esforço diário, na graça de Deus, para moldar sua vida a vida de Jesus. É no amor a Deus e ao próximo que se cumpre toda a lei, todos os profetas e a Boa Nova de Cristo.

sábado, 3 de setembro de 2011

Das Coisas do Alto

                                       
"Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus".

Nós, seres humanos, fomos criados pelo Eterno para o Eterno, mas, com o pecado, perdemo-nos em labirintos racionais, contingentes e, muitas vezes, perversos, pois negamos, com nossa razão a Deus, que escapa de nossas medidas; por isso, São Paulo nos alerta: "Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, não às da terra. Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com ele na glória". (Gl 3,1-4).
O Evangelho nos alerta para isso: Cristo fala conosco daquilo que conhece da parte do Pai e "aqueles que são de Deus", isto é, aqueles que se deixam conduzir pela vontade de Deus, que é Cristo, seguramente ouvem sua voz e põe-se a caminho rumo ao infinito de sua glória. Certamente não podemos medir a Deus e nem o seu poder, todavia, se quisermos a vida eterna, temos que permanecer na videira e dão frutos; e o nosso fruto nele, com certeza, é a vida em abundância, "eu vim para que tenham vida e a tenham em plenitude".
E agora eu pergunto: quem nesta vida nunca sofreu nenhuma tentação? Seja ela de ordem material, espiritual, moral, psíquica ou de que ordem for. Ora, se somos tentados é porque estamos agindo, de uma certa forma, segundo a vontade de Deus. Por isso continuo afirmando com São Paulo: "Todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Cristo" ou ainda com São Tiago: "Feliz o homem que suporta a tentação. Porque, depois de sofrer a provação, receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam. Ninguém, quando for tentado, diga: 'É Deus quem me tenta'. Deus é inacessível (impenetrável) ao mal e não tenta a ninguém. Cada um é tentado pela sua própria concupiscência (devassidão), que o atrai e alicia. A concupiscência, depois de conceber, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte". (Tg 1, 12-14). Ora, não existe a morte para Deus nem para aqueles que nele estão, apesar da fraqueza humana; isso porque, nossa fé não se baseia na fraqueza humana, mas em Cristo, autor e consumador dessa mesma fé. Por isso, irmãos e irmãs, alimentemo-nos com o Corpo e o Sangue do Senhor que nos torna filhos e filhas de Deus, vencedores de todo pecado e de todo o mal. Assim, nele, por ele e para ele chegaremos à felicidade dos justos, à glória dos eleitos que nos esperam.
Viver das coisas do alto é viver o que Cristo diz no Evangelho de São Mateus: "Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça e todas as coisas vos serão dadas em acréscimo". (

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Quem é Maria Santíssima?

                                  

Esta simples pergunta pode ser respondida desta maneira: Maria é a Mãe de Jesus. O Evangelista São Lucas, ao narrar o célebre episódio da Anunciação do Senhor, afirma que o anjo Gabriel, ao falar de Jesus à Maria, disse o seguinte: "Ele será grande, e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele reinará eternamente sobre a casa de Jacó: e o seu Reino não terá fim" (Lucas 1,32-33). E ainda: "..., o Filho santo que nascerá de ti será chamado Filho de Deus" (Lucas 1,35).
Pois bem, Jesus, o Filho de Maria é este: grande, Filho do Altíssimo, Rei para sempre, santo, Filho de Deus. E Maria é a sua Mãe! Desde toda a Eternidade foi escolhida por Deus para esta altíssima missão. Não podemos, portanto, considerá-la abaixo da dignidade na qual Deus a estabeleceu na História da Salvação. Como diz um canto religioso, Maria não é Deus, nem maior do que Deus, neste mundo ninguém foi maior!
Se considerássemos Maria como sendo igual a Deus, ou até maior do que Ele, quem nos "puxaria a orelha" delicadamente seria Ela mesma, que sempre se considerou a Serva do Senhor (cf. Lc 1,38). Mas, se a considerássems abaixo do eminente lugar que Deus lhe destinou ao seu Plano e na História da Salvação, quem nos "puxaria a orelha" seria o próprio Deus.
Maria é a Mãe de Jesus! Jesus é o Verbo de Deus Encarnado (cf. Jo 1,1-18). Jesus é a Luz do Mundo (cf. Jo 8,12). Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida (cf. Jo 14,6). Se investigarmos as Sagradas Escrituras, poderemos constatar a imensa riqueza da identidade e da missão de Jesus. Pois bem, este Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, nosso Senhor e Salvador, segunda Pessoa da Santíssima Trindade, quuis vir ao mundo e nos salvar através de Maria. Escreve São Paulo: "Mas quando veio a plenitude  dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma Lei, afim de remir os que estavam sob a Lei, para que recebêssemos a sua adoção" (Gl 4,4-5). Esta mulher é Maria, intimamente unida a Jesus e à sua missão salvífica. Quão grande é esta mulher!
Maria é a Mãe de Jesus! E, qual o bom filho que não ama e não gosta que seja amada a sua mãe? Se amamos Maria estamos fazendo algo muito agradável a Jesus, pois Ele a ama mais do que ninguém.
Amemos a Jesus e amemos a sua santa Mãe, Maria!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

As sete dores de Maria



O Calendário Litúrgico coloca em dias seqüenciados, no mês se setembro, a festa da Exaltação da Santa Cruz e a memória de Nossa Senhora das Dores. Fora do contexto da Semana Santa, temos assim nova oportunidade para refletir e viver os mistérios da Redenção, aos quais Nossa Senhora esteve sempre próxima, experimentando, a Imaculada, aflitivas dores, magnificadas no acontecimento do Calvário. Maria, a "peregrina da fé', mereceu de Isabe, na Visitação, diz o Santo Padre João Paulo II, "as palavras abençoantes: 'Feliz daquela que acreditou.'" E que "atingem a plenitude do seu significado, quando ela está aos pés da cruz do seu Filho (cf. Jo 19,25)."
A presença de Maria, nos sofrimentos da Salvação, pode ser meditada no cântico de antiga Seqüência, alusiva às dores de Maria, acompanhando Jesus: "Stabat Mater dolorosa..., Estava a Mãe dolorosa/ Junto da Cruz, lacrimosa,/ Vendo o Filho que pendia./ A sua alma agoniada/ Se partia atravessada/ No gládio da profecia."
Santo Afonso de Ligório, em seu preciosp livro "Glórias de Maria", faz inspiradas reflexões sobre cada uma das sete dores da nossa Mãe Santíssima: primeira, as Profecias de Simeão; segundo, a Fuga para o Egito; terceira, a Pedra de Jesus no Templo; quarta, o Encontro com Jesus caminhando para a morte; quinta, a Morte de Jesus; sexta, a Lançada e a Descida da Cruz; sétima, o Sepultamento de Jesus. Especialmente junto à Cruz, vendo o seu Filho ensangüentado, Nossa Senhora estava, em silêncio, vivendo o ue diria, depois, o apóstolo São Paulo: "Quanto a nós, devemos gloriar-nos na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo; n'Ele está a nossa ressurreição." (Gl 6,14).
No Antigo Testamento, como em uma antecipação do Cristo crucificado, encontra-se descrição muito pormenorizada, no livro do Profeta Isaías. Ali, no capítulos 52-53 do chamado Livro da Consolação de Israel, atrbuído a um profeta conhecido apenas como o Segundo Isaías, lê-se o Quarto Cântico do Servo de Javé, onde está escrito: "Eis que meu servo prosperá, crescerá, se elevará e será muito exaltado! Como pasmaram muitos à sua vista pelo seu aspecto tão desfigurado - não tinha mais aparência humana - também pasmarão muitas nações! (...) Nós o reputamos como marcado, como ferido por Deus e humilhado. Mas ele era traspassado pelos nossos crimes. (...) Maltratado, ele se submeteu e não abriu a boca. Como um cordeiro levado ao matadouro, como uma ovelha calada ante o tosquiador, ele não abriu sua boca."
À Maria, sofrendo na presença de Jesus Crucificado, e pr todas as suas dores, pode se aplicar a exclamação trazida de sofrimento do livro das Lamentações: "A quem te comparar, ó Virgem, filha de Sião? É imensa, como o mar, tua aflição."
Dom Guéranger nos lembra que "a Rainha dos Mártires nunca deixa de encorajar os seus filhos na terra a suportar as próprias cruzes, complementando a Paixão do Cristo que nos precede em todos os sofrimentos e dificuldades."
Confiantes no amparo de Nossa Senhora das Dores, sejamos, pois, fortalecidos em nossas fraquezas, de modo a poder realizar em nossas vidas o que disse o apóstolo São Paulo: "Agora eu estou contente com os sofrimentos que tenho de suportar por vós. Porque assim completo na minha carne o que falta às tribulações de Cristo, em favor do seu Corpo, que é a Igreja."

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Santidade




"O Deus criador quer a nossa contribuição na Santidade": Sede Santos como o Pai."
                                                                                                                              (Santo Agostinho)

"Sede Santos como o Pai" - Ef. 1-4. Somos chamados à santidade - 1Ts. 4,3. Santo é quem vive com Deus. Quando pecamos, a vida de Deu se afasta de nós. Santo é quem procura viver no amor de Deus sem pecar. Santidade é fazer a vontade de Deus. Os Santos foram iguais a nós, porém se deixaram trabalhar, por Deus. O artista faz a estrutura e modela, conforme vai trabalhando. Assim é a nossa vida, quando abrimos o nosso coração a Deus.
É possível ser Santo? Sim, quando colocamos a nossa vida em Deus e seguimos o camiho reto, acolhendo a sua palavra. Ser Santo é amar a Deus como todo o meu coração. Jesus nos revela que Deus é amor. Ela nos ama por primeiro. Ele doa sem esperar retribuição, Ele nos criou para doermos a nossa felicidade. O homem quis ser mais do que Deus; entrouo pecado. O pecado de Adão e Eva foi o pecado da soberba, o desejo de ser mais do que Deus, e com o pecado entrou a morte e todas as dores. Então, Deus, resolveu mandar seu Filho para restaurar o pecado. E Jesus veio, sofreu, morreu e Ressuscitou. Veio para nos salvar! É um amor sem limites. Deus me ama! O amor de Deus não se divide - é totalitário. Não são os sadios que precisam de remédio, lembremos a parábola da "ovelha desgarrada... deixou as 99 em busca de uma"... Lc. 15,4-7. Deus me ama porque é meu Pai. Eu estou dentro dele e Ele está dentro de mim. É amor filial, não sou escravo sou filho. No batismo, tenho uma promessa de amor total, a eternidade. Jurei no batismo colocar Deus em 1º lugar na minha vida, renunciar a tudo - "Meu Deus é meu tudo". Amar a Deus sobre todas as coisas, - o grande e 1º mandamento. Devo encher minha vida com água pura - Jo.2,78. Toda vez que, amar uma coisa ou pessoa, acima de Deus, estou errando, estou me afastando de Deus.
A minha vocação é ser santo, conservar Deus dentro de mim. Fazer sempre o que agrada a Ele, confiar N'Ele... corresponder ao seu amor. Deus estác sempre em 1º lugar. A vontade de Deus é a nossa santificação, esta é a nossa vocação. Só com o amor de Deus eu posso amar a tudo e fazer o que Deus quer de mim. Fazendo sempre a sua vontade, vou viver bem.
E como vou conhecer a vontade de Deus? - Ele faz com que eu saiba. O que faço sem saber e sem querer não é pecado. A pessoa que agrada a Deus, se santifica, é normal que agente sinta a tentação; nunca somos tentados acima de nossas forças, temos a graça de Deus para vencê-las. Dizer não a Satanás e "sim" a Deus. Precisamos nos agarrar aos meios de santificar-nos, dia  a dia, buscando a nossa conversão. "A Igreja, leva e deve levar ao mundo, admirável testemunho e exemplo desta santidade". Lg.39.
Perdemos a vida divina pelo pecado e com os sacramentos alimentamos as nossas virtudes.
Qual a vontade de Deus para nós? Jesus nos dá um nova mandamento: "Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei"... Jo.13,34-35. Amar ao meu irmão é amar a Deus. Mt,25,31-ss, Jesus toma feito aos pequenos, vê-se isto, também em S. Paulo: "Saulo, Saulo, prque me persegues..." Rm.9,3-5. Amar Jesus nas pessoas que nos ofendem e tratarbem a todos. O maior dom é a caridade. Amar, a Jesus, com os olhos de Maria: geramos assim Cristo em nós.
Que a graça de Deus, cresça em nós sem cessar!
E de Ti nosso Pai, venha o Espírito Santo de amor,
Para formar e gerar e formar Cristo em nós.
Saber viver com Deus no seu estado de vida. O chamado a santidade é para todos: professor, médico, gari, advogado, dona de casa... . Vamos ser firmes, ser santos. Buscar sempre a santidade. Os Santos se tocaram e quiseram crescer na vida da graça. Deus age na nossa vida. Ele nos cria livres, na liberdade, vamos ser santos com o nosso caráter. Quantos Santos!...
Na Legião de Maria, quando vemos os cargos vagos podemos dizer - falta santidade... Lembremos: tempo é preferência.
ão tenham medo, se somos santos podemos transformar o mal em bem.
Vamos colocar Maria no nosso meio, assim seremos transformados.
Encíclica do Papa Bento XVI - "na esperança é que  fomos salvos". O Papa, joga as questões e espera a nossa resposta. Ele, nos questiona sobre a vida eterna. A esperança humana é bíblica. O exercícios de esperança é a oração, com Deus, sempre posso falar. Devo ter oração pessoal estar sozinho com Deus - Ele me transformará. Tenho disciplina, pontualidade e fidelidade no meu trabalho. Vejo com outros olhos a comunidade. O outro é importante para mim.
Vejamos a imprtância do Oficial na Legião de Maria. É uma liderança, uma pessoa de Deus, que deve transmitir Deus. Deve ter uma grande espiritualidade, grande como Jesus, que teve seu grupo e ensinou para nós, vida de oração - MT.6,6 . Vejamos o Pai Nosso. O que deve haver na nossa oraçao com o Pai é a sinceridade. O legionário deve ser orante: elevar a alma a Deus. Quero mergulhar em Deus. "Já não sou eu que vivo, é o Cristo que vive em mim".
Vem, Maria, vem, vem nos ajudar neste caminhar tão difícil, rumo ao Pai.
São muitos os santos que mergulharam em Deus. É, através da palavra, que vivemos e nos movemos. A leitura da Bíblia é oração, devo buscar, ter o contato com a Bíblia, orando e meditando.
A Sagrada Escritura, a Tradição e o Magistério devem ser vistos e entendidos por nós... A Tradição é um tesouro. São Paulo diz: isto que ouvi e digo... O Magistério são os Bispos interpretando a Palavra.
A Palavra de Deus encontra-se na Bíblia. Deus nos fez a sua imagem e semelhança. Deus gera a  imagem dele, - tão perfeita = Pai e Filho e Espírito Santo (o Filho é a Palavra). A Palabra é o Verbo, Jo.1,1-4. A Palavra se fez carne pelo Espírito Santo. Assim Deus é o verbo e pronuncia todas as palavras. A Palavra se fez carne para poder agente entender, escutar, tocar. Jesus é a Revelação da Glória de Deus. Se faz um no seio de Maria pela força do Espírito Santo, Lc.1,26-35. "Feliz quem recebe a Palavra e a põe em prática," doa o próprio Deus! A Palvra de Deus, contém Deus. Devo ter respeito, pela Palvra. A Palavra, nos leva a comunhão com Jesus. Recebo, Ele na Palvra e depois, corpo e sangue na Hóstia e no Cálice; comungo com Jesus e os irmãos. Vivo, a Palavra.

"Não há prova de amor maior do que dar a vida pelo irmão"...

Feliz o homem que ama o Senhor e segue os seu mandamentos,
O seu coração é repleto de amor, Deus mesmo é seu alimento.
Feliz o que anda na lei do Senhor e segue e o caminho que Deus lhe indicou: terá recompensa no Reino do Céu, porque muito amou.
No momento que damos a cada pessoa a nossa vida... um sorriso... um abraço... um conselho... um conforto; vivo para aquela pessoa. É o momento presente que importa. Escrevendo ou falando: dizendo tudo isto, para vocês, estou dando a minha vida! Dar a vida é prova de amor. Se eu dou e o outro dá temos Jesus. Quando trabalhamos juntos, a Palavra se encarna entre nós. Irmão, irmã, é quem escuta a Palavra. Basta viver a Palavra para gerar Jesus. Viver a Palavra é amar, a Palavra, é fazer a vontade de Deus.
Que Maria nos dê a graça de viver a Palavra e poder transmiti-la, levando a via. Vivamos na simplicidade de Deus. Bem-aventurados os que amam a Palavra de Deus e a põe em prática. Maria viveu a Palavra.
Para ser santo, diz Jesus: basta abraçar a cruz. Deixar tudo, abraçar a cruz e seguir. Quem quiser realizar a sua santidade renegue-se a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Lc.9,23 Ele poderia, salvar, o mundo, de qualquer maneira. Cristo tirou o pecado do mundo, vencendo a dor, de maneira que ninguém possa dizer que sofre mais do que Ele. Não se espante, fomos feitos para viver eternamente, dor e morte é devido ao pecado. "Pai afasta de mim este Cálice." Lc.22,42. Ele sofreu, na sua humanidade, que é a nossa. Tinha, a dor espiritual contemplando, o sofrimento da cruz, para a salvação do mundo. O que era pecado, em Jesus Cristo se torna instrumento de Salvação. "Toma, a tua cruz e segue-me"...
A dor e a morte esntraram no mundo como conseqüência do pecado. Fomos criados para a felicidade, Ele tranformou a dor em Salvação. Devemos amar a dor não por ela mesma mas pela salvação que virá depois. Jesus transformou a dor em Amor. Cada sofrimento é um ponto de encontro com Deus. O nosso sofrimento é redentor.


terça-feira, 23 de agosto de 2011

O que devo fazer de bom?



"(...) Um jovem aproximou-se de Jesus e lhe perguntou: Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna? Disse-lhe Jesus: Porque me perguntas a respeito do que se deve fazer de bom? Só Deus é bom. Se queres entrar na vida, observa os mandamentos. Quais?, perguntou ele. Jesus respondeu: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe, amarás teu próximo como a ti mesmo.
Disse-lhe o jovem: Tenho observado tudo isto desde a minha infância. Que me falta ainda?
Respondeu Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me!
Ouvindo estas palavras, o jovem foi embora muito triste, porque possuía muitos bens (...)" Mateus 19,16-22
Nos dias de hoje, as coisas que nos prendem e nos impedem de deixar tudo e seguir a Jesus efetivamente tem sido o contexto de sociedade e principalmente os valores impostos pela mídia. Sabe porquê? A mídia traz cada vez mais modelos prontos de comportamento, além de falar o que as pessoas devem fazer para ser feliz. Dessa forma, a mídia torna as pessoas cada vez mais iguais e tira de cada um o direito de pensar e ser o que realmente é.
A moda que nos é imposta e que nós muitas vezes seguimos é ditatorial, ou seja, o que nos é apresentado é um jeito de vestir, andar e até de se comportar, como um meio da pessoa se sentir inserida na sociedade.
Essa ditadura não nos permite revelar nossa identidade e muitas vezes nos torna infelizes, por nos fazer representar aquilo que não somos - não se pode sustentar um personagem por muito tempo!
Ainda no "teatro" da vida, nos colocamos a disposição de muitos fatores externos, pensando que eles vão nos satisfazer internamente, nos deixamos levar pela mágicas dos progamas de tv, bates papos na internet, sites, celulares e diversos elementos que nos fazem entrar num círculo vicioso de consumismo e dependências, nos alienando e nos afastando de Deus.
Na parábola mencionada, o jovem não consegue entender a proposta de Jesus, certamente porque aquilo que Ele propõe difere muito das coisas que o mundo oferecia a ele. Constantemente nos vemos na mesma situação que o jovem da parábola, os anseios que desejamos concretizar são baseados numa vida cheia de estudos e trabalho que nos proporcionam condições para comprar uma vida fashion, cheia de bens materiais, voltada para a nossa satisfação pessoal onde a diversão e a falsa idéia de felicidade nos confundem.
Numa sociedade onde os valores estão sendo tão deturpados, alguns príncipios básicos dos quais Jesus questiona o jovem, como o cumprimento dos mandamentos estão esquecidos. Hoje, honrar pai e mãe, preservar a castidade e amar o próximo como a si mesmo é uma realidade muito distante, isso porque os "modelos prontos" não trazem isso na manual de instrução. Os contra testemunhos infinitamente maiores que os testemunhos cristãos, e por isso deixaram de ser absurdos e caíram num padrão de normalidade.
Nessa fase da vida, quando nos percebemos parte desta sociedade desenfreada, precisamos refletir sobre nossas atitudes, reavaliar nossa vida e abrir o coração para que Deus se manifeste. Se soubermos nos desfazer de tudo aquilo que nos escraviza, seremos então livre para seguir adiante com Jesus, e não mais voltaremos tristes para casa.
Desfazer de tudo o que nos torna escravos significa olhar o mundo que vivemos com outros olhos e agir conscientemente como verdadeiros cristãos, lembrando que diz São Paulo: "Ninguém te despreze por seres jovem. Ao contrário, torna-te modelo para os fiéis, no modo de falar e de viver, nacaridade, na fé, na castidade." (I Timóteo 4, 12)