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sábado, 27 de outubro de 2012

FÉ & VIDA CRISTÃ

                    

Fé não é uma questão apenas de ideias, de conhecimento, de doutrina e nem de sentimentos. É uma experiência que nasce do encontro com Alguém, a Pessoa de Jesus de Nazaré. O cristianismo, mais do que uma religião marcada pela riqueza dos Evangelhos e pela doutrina da Igreja, é uma realidade de vida, graça e dádiva do amor de Deus pelo homem e do homem por Deus. A vida e o ardor missionário na Igreja de Jesus nascem deste encontro entre Deus e o homem, na Pessoa de Jesus, sob a ação do Espírito Santo. "Ninguém vem a mim se meu Pai do céu não o atrair (João 6,44).
É na realidade de uma vida enriquecida pelos valores e pela fé que o Papa Bento XVI nos convoca para partilhamos do "Ano da Fé". Sem dúvida se trata  de um tema vital para a Igreja e para a vida espiritual de cada um de nós, de nossas famílias, comunidades e do próprio futuro da humanidade.
Para nós católicos, professar e viver a fé cristã exige o compromisso de acolher a Boa Nova de Jesus, na comunhão com os ensinamentos da Igreja. O "Ano da Fé" quer nos reconduzir ao coração de uma igreja mais missionária e apaixonada por Jesus e pela causa de seu Reino.

domingo, 21 de outubro de 2012

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Pela Fé, Maria é cultuada por dar Cristo ao Mundo

                                           

Se Cristo é a Palavra de Deus encarnada, a vocação de Maria é a de ser a portadora desta Palavra, que é Jesus. Mas nós queremos colocar em destaque a participação de Maria no serviço que seu Filho faz ao mundo. Por isso, ela é servidora de todos os povos da terra. Preside ao serviço na Igreja e no mundo.
Maria se apresenta no meio do nosso povo a serviço da mulher que dá Cristo, que une e reúne as pessoas em comunidades de fé. Deste modo, ela pertence a um povo servidor, o Povo de Deus, a Igreja, Sacramento universal de salvação.
A comunidade de fé, portanto, pela força do Espírito Santo é constituída por um povo de servidores. Maria pertence a este povo, e seu modo de servir é doar Cristo ao mundo, pois é da sua carne e do seu sangue, transformados em leite e ensinamentos, que, através de Jesus, participou da sua doação para nos reconciliar com o Pai e nos fez participantes deste ministério.
A atitude de Maria lança provocações e desafios para o nosso compromisso como pessoas batizadas. De que jeito?
Em primeiro lugar, ela abre mão de seu projeto pessoal para aceitar o projeto da Encarnação com todo o seu mistério de fé e de nebulosidade; a seguir, parte às pressas paras as montanhas de Judá para ajudar Isabel que estava grávida; chagando lá, faz da casa de Isabel o primeiro lugar missionário ao aproximar o Messias do precursor, João Batista; conhece a pobreza e o sofrimento, quando teve fugir para o Egito; convidada a um casamento, antecipa-se a Jesus nas Bodas de Caná; quando seu filho morre na cruz, ela estava ali, de pé; e, finalmente, junto com os Apóstolos e as outras suas companheiras, funda a Igreja Nascente no dia de Pentecostes.
E nós, como estamos dando Cristo ao mundo?
Peçamos a Ela que nos dê a conhecer como se dá Cristo ao mundo, como se espiritualiza a carne e como se encarna o espírito de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, na sociedade de hoje. O culto a Nossa Senhora se explica pelo seu alcance de trazer a Jesus todas as pessoas de boa vontade. Amém!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Pela Fé, Maria é a Filha Predileta do Pai

                           

Ela vive na linhagem das Grandes Mães e das corajosas matriarcas que se colocavam em favor do povo, mesmo arriscando a própria vida. A linhagem bíblica de Maria de Nazaré, denominada pelos padres do Concílio Eucomênico Vaticano II filha predileta do Pai (LG 53), esta filha continua caminhando com a humanidade, pois ela é filha de Adão, participando da mesma sorte e do mesmo destino de todos nós. Este vínculo não se dissolve porque está, intimamente, conectado com a missão desta mãe - a de marcar a História da Salvação com seu SIM incondicional e livre. Nesse sentido, Maria está presente e vem da linhagem das mulheres do Êxodo também, que, tementes a Deus, pouparam a vida de tantos meninos hebreus, e continua com o título de Mãe da Vida até hoje.
A reflexão feita sob a inspiração do Espírito que desceu  sobre Maria leva em conta que a Maria bíblico-histórica é a Maria simbólica do universo cultural e religioso do marianismo popular, a qual é invocada e cultuada com milhares de nomes. Maria está viva na presença maciça da humanidade e, sobretudo, das mulheres, na evangelização e na pastoral da maior parte das culturas.
Ela vive esta filiação divina do mesmo jeito com que cada povo acolhe em sua vida, com os mesmos sentimentos e a luminosa disponibilidade com que os povos se abrem ao Pai, ao Filho deste Pai e ao Espírito Santo como luz que ilumina a caminhada. Estamos falando aqui do grande mistério da Santíssima Trindade, chamado também com o nome de Comunidade divina que se relaciona no amor infinito do Pai para com o Filho, do Filho para com o Pai, e desta profunda e plana relação dos Dois, irrompe a Pessoa do Espírito Santo, o qual toma formas distintas em cada cultura.
Nessa concepção, a Comunidade divina não é apenas uma doutrina que se deve crer, mas é uma realidade que está presente nos processos históricos no meio dos quais o povo luta e sofre. A Comunidade divina é um fato salvífico que permeia toda História da salvação. Maria, como filha predileta, nos procede nesta experiência de viver a fé na sua dimensão trintária, pois ela hospeda em seu meio a Trindade que veio armar tenda entre nós, através de seu Filho, Jesus Cristo. Amém!