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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O Deus do AMOR e da VIDA



Deus Se deu e Se dá a conhecer como origem primeira e última de toda a criação, de todas as criaturas, vida humana, amor, família, comunidade, Igreja, como da própria humanidade.
Ensina, tanto a Bíblia, como Magistério da Igreja, que tudo o que existe, não existe por si, não vive nem sobrevive sem Ele. E, com Sua Providência, vela sobre toda ordem criada. D'Ele depende a existência de tudo, particularmente a nossa vida humana. Claro, o mal é a única realidade que não tem origem em Deus, mas no maligno, e pode brotar do coração humano que se afastou e se afasta dos caminhos divinos.
Deus tem um só projeto quanto ao destino de toda criação e de todas as Suas criaturas: que existam e contribuam para o bem de todos e para Sua glória. Acima de tudo, Deus é a fonte permanente da salvação para toda humanidade através da Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Seu Filho amado, Jesus.
O cristianismo tem sua origem e sua razão maior no Amor do Deus Família eterna. Ser e viver como cristão não é tanto pertencer a uma grande religião com sua rica mensagem e doutrina, mas, acima de tudo, é partilhar de uma vida. Trata-se de viver e de assumir um compromisso de vida que nasce do encontro pessoal e comunitário com o Deus da vida através do acolhimeto e do seguimento de uma Pessoa: de Jesus de Nazaré, o Filho do Deus vivo, o Messias prometido, nosso único Salvador e Redentor.
O seguimento de Jesus, por sua vez, nos faz reconhecer que os bens da criação, antes de serem bens pessoais, são um bem de toda humanidade. Como seres humanos e, acima de tudo, como cristãos, devemos igualmente reconhecer que somos todos filhos e filhas do mesmo Deus Pai. Pertencemos a grande família de Deus, como à família da raça humana. Particularmente como cristãos, não podemos aceitar a exclusão de ninguém. Somos chamados ao compromisso de defesa da vida e da dignidade de todos.
Mas, como reconhecer que Deus é Família de amor e de vida eterna? Temos dois caminhos diferentes. O caminho do conhecimento natural através da ordem da criação e o caminho da revelação divina que nos é apresentado pela Bíblia, particurlamente por Jesus, como pelos ensinamentos da Igreja.
"A Igreja defende a família como o berço da vida, a escola da vida e dos valores, a Igreja doméstica"
No dizer dos  místicos e dos teólogos, a criação toda na diversidade de suas criaturas nos revela o primeiro rosto do Deus Família, comunidade de amor eterno. Na verdade, sendo Deus, se tudo o que existe tem sua origem primeira em Deus, tudo deve trazer os traços de Sua presença.
Sabemos pela revelação bíblica, particularmente por Cristo, como através dos ensinamentos da Igreja, que o Deus dos cristãos é Família, Comunidade eterna de vida e de Amor na Pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Por isso mesmo, questionar a família é não entender o princípio e a lei que comanda toda a estrutura do cosmos e das criaturas e também o princípio de relação que comanda a harmonia de toda criação e das criaturas.
A Igreja, que nasceu do Coração amoroso de Deus Pai em Cristo, por obra do Espírito Santo, defende a família como "o berço da vida", "a escola da vida e dos valores", "a Igreja doméstica". Passa por ela o futuro da vida, da Igreja e da própria humanidade.
Em seus recentes estudos através dos tempos e das civilizações humanas, a ciência da antropologia reconhece que sempre que se rompeu a solidez da estrutura afetiva da família e da sociedade, sempre que os valores essenciais foram esquecidos, quando as pessoas perderam a referência do sentido da vida e o amor se empobreceu, o ser humano se debilitou, a família perdeu sua consistência, as sociedades se desencontraram e os povos como as próprias civilizações desapareceram.
Isso significa que por em crise a família, destruir a relação estável e sadia do casal, quebrar as relações afetivas entre pais e filhos e a boa convivência de grupos afeta profundamente a vida em tods os sentidos.
Sermos e vivermos como imagens d'Ele é vivermos em família e na família. É sermos comunhão, perdão, partilha, relacionamento, amor, fraternidade, solidariedade, compromisso de amor e de justiça com todos, partcularmente compromisso de amor com os necessitados no corpo e no espírito em nosso meio e pelo mundo.
Para nós que acreditamos na existência de um só Deus, na Pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Deus é o Pai de todos, o Criador de tudo e de todas as coisas, a fonte de todo Amor e de toda vida, a razão maior da existência humana.
Como discípulos e missionários de Cristo, filhos e filhas do mesmo Deus Pai, temos o compromisso do viver em família.
A comunhão no amor e na solidariedade com todos será o rosto mais belo de sermos Igreja de Cristo nos tempos em que vivemos. Na amor a Cristo e aos irmão, somos chamados a transformar nossas famílias em verdadeiras "igrejas domésticas", "escolas vivas do amor e da vida" à imagem e semelhanças do Deus Família eterna: Trindade Santa de Deus. 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Nossa Senhora das Dores - 15 de Setembro


"Junto à Cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena" (João 19,25).
Esta memória litúrgica da Bem-aventurada Virgem Maria, que remota ao final do século XI, foi estabelecida para o dia 15 de setembro, em 1913, pelo Sumo Pontíficie, São Pio X.
Ela nos conduz ao contexto sublime, e, ao mesmo tempo dramático do Calvário, aonde Jesus, morrendo sobre a Cruz, ofereceu a Deus o Sacrifício da Redenção humana. A Divina Providência dispôs que, a Mãe de Jesus, intimamente associada à missão redentora do Filho, também participasse daquele drama de dor e de amor, amando e sofrendo por Ele e, com Ele. Estando Maria de pé, junto à Cruz de Jesus, cumpria-se, plenamente, para Ela, o que fôra predito pelo santo velho Simeão, por ocasião da Apresentação do Menino Jesus no Templo de Jerusalém: "... uma espada transpassará a tua alma..."  (Lucas 2,35).
"...somos cooperadores de Deus,..." (1 Coríntios 3,9).
Esta afirmação do Apóstolo São Paulo, referente aos servidores do Evangelho, encontra a sua concretização mais plena em Maria, pois Ela foi e é, a criatura que melhor e mais intimamente serviu a Cristo Jesus e à sua obra salvadora. Ela foi e é a mais íntima cooperadora de Deus. O seu "SIM" total dado a Deus e ao desígnio salvífico que deveria atuar-se através da Encarnação, Vida, Paixão, Morte e Glorificação do Verbo Divino Encarnado, comprometeu-a totalmente. Maria disse sim no momento da Anunciação (cf. Lc 1,26-38) e manteve este sim aos pés da Cruz, sofrendo com o Filho Jesus. Ali, recebendo o discípulo amado (São Paulo) como filho, e sendo entregue a este como Mãe, como atestam as palavras do próprio Jesus (cf. Jo 19,25-27), a Maternidade de Maria é estendida a todos os redimidos, a todos os homens, resgatados pelo Amor até o fim do Salvador.
As Dore de Nossa Senhora são a expressão da profundidade da sua comunhão com o Mistério da Redenção. Com o Mistério da nossa Redenção!
"À Virgem Santa podemos, então, dirigir-nos com confiança, implorando-lhe o auxílio, na consciência do papel singular a Ela confiado por Deus, o papel de cooperadora da Redenção, por Ela exercido durante toda a vida e, de modo particular, aos pés da Cruz"

NOSSA SENHORA DAS DORES,
ROGAI POR NÓS!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Devoção



A palavra "devoção" significa "dedicação a Deus". Uma pessoa devota é alguém, que se dedica às coisas de sua religião. Temos muitos católicos apenas de nome, os "não-praticantes". Temos também aqueles que a praticam apenas minimamente. Vão à Missa no domingo, rezam antes das refeições, participam ativamente da Semana Santa, uma vez por ano até se confessam. Mas existem aqueles para os quais a religião é gênero de primeira necessidade. De vez em quando vão à Missa nos dias de semana, rezam o Terço, promovem a Novena em sua rua, participam de algum movimento ou pastoral, procuram ler livros sobre a sua fé, assistem TVs católicas, são dizimistas, contribuem com alguma obra de evangelização, entram na Igreja e sentem que ali é sua casa, educam os filhos na fé etc.
O "devoto" é alguém equilibrado em sua devoção. Não se trata de viver a religião de modo exagerado ou fundamentalista. Estes normalmente são devotos apenas de si mesmos e confundem religião com idolatria. Criaram um "deus à sua imagem e semelhança" e desqualificam a visão religiosa dos irmãos. São pessoas mal-humoradas e tristes. Aliás, este tipo de exagero leva à violência.
Devoção é uma expressão de amor. O devoto é alguém dedicado, disponível, de coração aberto. O devoto reza, mas também trabalha; vive aquilo que Jesus disse: "tudo o que fizerdes ao menos dos meus irmãos é a mim que o fazeis". O verdadeiro devoto é aquele que entendeu que a autêntica espiritualidade passa pela ponte da solidariedade para com os irmãos.
Agora fica fácil entender o que significa chamar Maria de "vaso insigne de devoção". Não estams dizendo aqui que ela é objeto de nosso culto ou de nossa devoção. Ao contrário, reconhecemos nela um modelo de mulher "devota", "dedicada" às coisas de Deus. De Nazaré até a Cruz, ela sempre se fez presente. Em Pentecostes ela também estava lá. É a única pessoa da história da humanidade que acompanhou o evento Cristo antes, durante e depois. Dedicou-se à obra sagrada com toda a sua alma. Isto é verdadeira devoção!
Hoje assistimos o triste quadro de mães que não se "dedicam" aos seus filhos. Muitas nem querem ser mães. Falta "devoção materna". Existem até aquelas que matam seus filhos ao nascerem ou simplesmente os abandonam. O aborto teima em ser qualificado como "legal". É a total falta de devoção. A invocação "Vas insigne devotionis", como se diria em latim, nos recorda o modelo de uma mulher que tinha tudo para ser rejeitada pelo seu noivo e pela sociedade. Não abortou o Filho de Deus. Mais que isso, acolheu-O com devoção. Em alguns lugares esta invocação é traduzida como "Casa consagrada a Deus". É uma bela expressão. Devoção é o mesmo que consagração. Maria viveu totalmente "consagrada" à Deus.
Mas e o fundamento bíblico desta invocação? Lembra aquela história do "Milagre do óleo" realizado pelo profeta Eliseu? (2Rs 1, 1-7). A pobre viúva não tinha com que alimentar seus filhos. O profeta a manda pedir vasos aos vizinhos e o pouco óleo que tinha em casa é milagrosamente multiplicado e enche todos os vasos. Moral da história: os milagres de Deus passam pela dedicação da gente. Enche o vaso de óleo e o milagre acontecerá. Maria fez assim.

VASO INSIGNE DE DEVOÇÃO,
ROGAI POR NÓS!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

As Glórias de Maria


                                              

1º Glória: Ser acolhida na comunidade de Jesus, entre seus discípulos

Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: "Mulher, eis o teu filho!". Depois disse ao discípulo: "Eis a tua mãe!". A partir daquela hora, o discípulo a acolheu no que era seu (Jo 19,26-27).
Maria é acolhida com muito carinho na comunidade que seu Filho formara. A Mãe de Jesus recebe nesta hora a missão de uma nova maternidade. E para realizá-la ela quer contar com todos os discípulos e discípulas de seu Filho que veem nela não só uma mãe, mas uma mestra e educadora da fé.

                                                           Reflexão

Como serva do Senhor, Mãe e Discípula de Cristo, Mãe da Igreja, Maria nunca se distanciou da comunidade. Participava dos momentos de oração e patilha e dos ensinamentos deixados por Jesus. Ainda hoje Maria continua presente em cada comunidade, em cada família, de oração, nos círculos bíblicos, nas experiências pastorais e missionárias a presença de Maria que, como discípula, nos acompanha, como Mestra nos orienta e como mãe nos protege e nos dá segurança?



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

As Dores de Maria




7º Dor: Jesus é colocado no sepulcro


José de Arimateia foi ter com Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Desceu o corpo da cruz, enrolou-o num lençol e colocou-o num túmulo escavado na rocha, onde ninguém ainda tinha sido sepultado. Era dia de preparação, e o sábado estava para começar. As mulheres que com Jesus vieram da Galileia, acompanharam José e observaram o túmulo e o modo como o corpo ali era colocado (Lc 23,52-55).
Maria certamente estava entre as mulheres, e dolorosa acompanhou o Filho até a sepultura. Era a sétima espada de dor que lhe feria o coração. Despede-se de seu Filho querido, observa o cuidado dos discípulos em dar-lhe um túmulo novo e em prestar-lhe as últimas homenagens. Maria sofria, mas sua fé via Jesus além do túmulo.

                                                          Reflexão


Sabemos quanto é triste para uma mãe ver um filho morto e mais ainda acompanhá-lo à  sepultura. Jesus mostrou sua compaixão por aquela mãe, a viúva de Naim, que acompanhava o enterro de seu único filho. Tal foi sua compaixão que realizou o milagre. Vejamos no Evangelho: Ao vê-la, o Senhor encheu-se de compaixão por ela e disse: "Não chores!". Aproximando-se, tocou no caixão , e os que o carregavam pararam. Ele ordenou: "Jovem, eu te digo, levanta-te". O que estava

As Dores de Maria



6º Dor: Jesus tirado da cruz é colocado em seus braços

Sabendo Jesus que tudo estava consumado, e para que se cumprisse a Escritura até o fim, disse: "Tenho sede!". Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram num ramo de hissopo uma esponja embebida de vinagre e a levaram à sua boca. Ele tomou o vinagre e disse: "Está consumado". E, inclinando a cabeça, entregou o espírito (Jo 19,28-30).
Maria recebe em seus braços o Filho, Cristo morto, inerte. As muitas imagens da Pietá retratam esta cena. Podemos imaginar a cena, mas os sentimentos e as dores que Maria sofreu são inimagináveis. A Mãe mais santa da terra contempla e tem em seu colo o corpo desfalecido de seu Filho, que também é Filho de Deus, ao qual ela concebeu e fez crescer a convite do Pai que lhe confiara uma altíssima missão. A dor de Maria é imensa, porém, sua fé e amor são ainda maiores.

                                                             Reflexão

Maria olha para o seu Filho e tira-lhe a coroa de espinhos, como para aliviar seus sofrimentos. Olha para seu coração aberto, traspassado pela lança do soldado. Nele ela vê todos os seus filhos pelo quais Jesus deu a vida. Ela sente compaixão de todos nós. Como Maria, saibamos abraçar as dores de nossos irmão, procurando aliviá-las, sem mágoas ou ressentimentos, pois muitas vezes nós coloboramos para o sofrimento de nosso próximo, por causa da nossa ambição e egoísmo. Como ela, tenhamos o coração cheio de piedade e compaixão pelas dores da humanidade, especialmente dos pobres, oprimidos e marginalizados em conseqüência de uma sociedade capitalista e corrupta.

sábado, 10 de setembro de 2011

As Dores de Maria



5º Dor: Agonia e morte de Jesus na cruz

Junto à cruz de Jesus, estavam de pé sua mãe e a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena (Jo 19,25). Desde o meio-dia, uma multidão cobriu toda a terra até as três horas da tarde. Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito: "Meus Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" [...] e entregou o espírito (Mt 27,45-46.50).
Maria está de pé, junto à cruz de seu Filho, e o vê em chagas, prostado, trespassado pelos cravos e agonizante. É o Filho de Deus que se oferece pela nossa Salvação, este Filho que Maria concebeu em seu seio e deu à luz em Belém. Maria está unidatão intimamente ao sofrimento redentor de seu Filho que é considerado.


                                                                                 Reflexão

Associada à Paixão de Jesus, Maria cooperou para a Salvação de cada um de nós.
Diante da Maria, Mãe das Dore, aos pés da cruz de seu Filho, quais são os nossos sentimos? O primeiro é de consolo, mas também de pedido de perdão. É uma Mãe amorosíssima que chora a morte de seu Filho único, vítima de nossos pecados. Ele ,orreu para que fôssemos salvos. Em seguida, agradecimento pela entrega total que ela fez por nosso amor. Nós sabemos do que as mães são capazes pelo bem dos próprios filhos e Maria, como Mãe universal, demonstrau isso em altíssimo grau